sábado, 6 de outubro de 2012
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Chamaria de meu...
Falo de coisas que só eu entendo.
Verde, minha cor preferida.
E só eu sinto.
Só eu sinto o verde, o que eu não conheço.
O verde misturado de um marrom listrado, cheio d'água.
Que às vezes chora...
E estas palavras? sem sentido, sem fim, sem rumo, sem nexo...
Sem olhos, sem leitura, sem suspiros, sem presença, nem ausência.
Sem o nada, porque nem nada tem.
É indiferente.
Não para mim!
Tudo é pouco demais...
Quiçá meia face, congelada, umas notas musicais e páginas avulsas de um livro qualquer...
Ou a fumaça de um cigarro que nunca é fumado...
E eu acabo com a ponta das minhas unhas
E me congelo com o gelo do reflexo do sol...
E das pernas despidas
Junto ao cabelo bagunçado
Preso num olhar desolado
E na boca avermelhada...
De alguém que nem cheiro tem
Nem timbre de voz
Nada... E tudo.
Mas tudo é pouco demais.
É quase nada. Nem nada é... E só eu sei.
sábado, 1 de setembro de 2012
Tout peut s'oublier
Está provado e lacrado a mil estrofes de uma única frase
Não há, não houve, não haverá
E me debato no não até que a evidência de uma esperança apareça
Há anos indo por um caminho torpe e lá na frente um nada cheio de amor e de tempestades
E tudo o que foi ainda é
E não acabarão nunca com as rugas, com o amor, com a distância, com o sexo sem nexo
E com as pinceladas de sacanagem entre dois olhares que nunca se vêem
Sabemos dos amores escondidos, dos amores tempestades, dos amores impossíveis
Dos amores que nunca se encontram, daqueles platônicos, entre alunos e professores
Dos amores gays, trans, heteros, bissexuais, trissexuais e dos amores a três, a cinco...
Sabemos de todos os amores que se quebraram e que se uniram, mas não sabemos do nosso.
Sabemos das lágrimas deixadas nos cantos das calçadas, e por quê?
E dos sinais de tudo aquilo que não é, e que deixa de ser.
Que sentido traz?
É lindo, que mais?
Passa, e leva-se a vida como se não houvesse nada.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Poem...
Minhas mãos cheias de nada embrulharam numa caixa avermelhada todas as lembranças.
Seu rosto, com um sorriso mais sincero que outrora, forma a paisagem e o retrato de um sonho de menina...
O que escrevi continua... E o que escrevo hoje é eterno, porque é simples.
É tão simples que precisa ser segredo. Só uma criança, pura e simples é que pode entender.
Um delicioso segredo que me abraça todos os dias, e me pega de surpresa, e me tira um suspiro...
Como se fosse uma pessoa. Mas não é. Não pode ser. É quase.
É um incenso, é um cheiro, o timbre trêmulo e tímido da voz que confessa as primeiras palavras de amor. São as letras, algumas palavras sem nexo, é um coração acelerando, é uma notícia de longe, muito longe. Do céu, lá das nuvens. É uma música. São várias.
Sou eu mesma, no espelho, serrando os olhos e a boca, engolindo na saliva as lembranças da caixa avermelhada, que eu guardo com afeto.
Seu rosto, com um sorriso mais sincero que outrora, forma a paisagem e o retrato de um sonho de menina...
O que escrevi continua... E o que escrevo hoje é eterno, porque é simples.
É tão simples que precisa ser segredo. Só uma criança, pura e simples é que pode entender.
Um delicioso segredo que me abraça todos os dias, e me pega de surpresa, e me tira um suspiro...
Como se fosse uma pessoa. Mas não é. Não pode ser. É quase.
É um incenso, é um cheiro, o timbre trêmulo e tímido da voz que confessa as primeiras palavras de amor. São as letras, algumas palavras sem nexo, é um coração acelerando, é uma notícia de longe, muito longe. Do céu, lá das nuvens. É uma música. São várias.
Sou eu mesma, no espelho, serrando os olhos e a boca, engolindo na saliva as lembranças da caixa avermelhada, que eu guardo com afeto.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
O grito.
Até quando eu vou me esconder dentro de mim?
Existe uma barreira que abafa e absorve todo o meu grito e o impede de chegar do outro lado do mundo
Sentimentalismo barato?
E o muro vai trincando...
terça-feira, 20 de setembro de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Revolta. Re, volta.

Regina foi embora e não deixou trapo de sua saia nem verbo do seu canto e foi pro canto.
Vira e mexe ela assopra no ouvido um sussurro de saudades...
E vive-se incansávelmente de forma mecânica, e o coração desprende do músculo e sai a se esvaziar dos sonhos, das vontades, dos desejos e anseios, das esperanças, das letras rabiscadas nos cadernos, dos lábios que não se tocam mais...
Cuspo desprazer, na ignorância do meu olhar. Choro minha culpa.
Ah, estou farta dessa briga de apelos, que pelos meios se questiona os fins.
Meu espírito o sabe, ignorante como é, o que sabe é pouco.
Mas ela vai por lá, a cantarolar seus desafios, disfarçando o medo atrás da porta do seu quarto, quando ninguém a vê.
Porque, entendo eu, quando lhe miram os olhos, seu próprio dom vira alvo.
Então ela dança, como dança sua língua no paladar de cada nota, para que não lhe atinjam com pedras nem flechas. Para que a perfeição venha a iludir a platéia, como se ilude uma música de amor e felicidade por trás de sentimentos não dignos de musicais.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Lição de casa...
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Utopia
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Só um adendo

Entretantos...
Entre tantas as coisas que me sulgam diariamente está ela, a palavra que nunca pode ser dita
Sequer pronunciada, lacrimejada, desgarrada, desfarçada, nas entrelinhas, no espaço, no cerrar dos olhos e no descansar da cabeça no travesseiro...
Esta... "coisa"... vai consumindo e me guiando a um caminho desconhecido o qual eu tanto fugi de ir e agora corro para lá como uma criança amedrontada...
Tal conjuntura me costura os lábios e fincado à minha língua vai passeando de um lado ao outro sabendo-se preso, na angústia de um condenado perpétuo.
Me acorda a noite aos berros.
Tento encontrar conforto que me coloque os ossos no lugar, mas o conforto é passageiro.
Assim como tudo.
Tudo, menos... isso.
Eu peço qualquer coisa, qualquer delas que venha ao meu encontro que seja a hipnotizar minha memória, e me colocar em qualquer outro lugar, menos naquele.
Porque o lugar me persegue. Como se o lugar fosse eu e estivesse em mim.
Um lugar no tempo, no segundo de um dia.
Um segundo nunca durou tanto tempo...
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Interna-mente
Antes estivesse eu sozinha num deserto em meio a gigantes dunas de areia, mas com uma leve e inconfundível orientação solar
Que presa a uma caixa, por mais bela que seja, com um furinho que me permita olhar a imensidão difícil de se conquistar, porém íntegra e real, não ilusória.
E a minha cabeça perturbada de vozes que me dizem o tempo todo o que fazer, pra que direção seguir, trezentas delas que por mais diferente que sejam me levam ao mesmo lugar.
Tais vozes que se confundem entre o que eu realmente penso e sinto, com o que querem que eu pense e sinta. E me invadem em sonhos, em subconsciente e de qualquer maneira invisível, inodoro, insípido, in...
Ah, antes estivesse eu sozinha.
Ou melhor, eu e Deus, num caminho certo no deserto, que incerto nos caminhos mais belos.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Silêncio
quinta-feira, 3 de março de 2011
(In) Certo
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Simples
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Buquê de presságios

De tudo, talvez, permaneça o que significa.
Os anéis largados ao lado da cama.
O alívio dos sonhos.
O gosto de azedume na boca.
A escrita na palma da mão.
Você de cabelo molhado saindo do banho
E o vapor deixado na janela ao léo.
De tudo, talvez, restem os chinelos atravessados no quarto
E as meias e CDs anônimos.
E aquela música linda que nunca toca no rádio.
Inspirado no poema de
Marcelo Montenegro.
"Buquê de presságios"
sábado, 29 de janeiro de 2011
Aroma

Não precisou sequer um abraço
pra me prender em seus braços
e fazer de mim escrava sua
E ninguém me avisou
Ai de quem sabia e não contou
Mudei meu rumo
Ando perdida nos ares
Sobre os mares e as gotas da chuva
Que cai limpa para pintar o céu
E presentear os berços seus
Mudei minha escrita
E as palavras
E meu corpo mudou
E meu sorriso estreou
Noites de graça de humor
Mas quando sinto o cheiro seu
Grudado ao peito meu
E a todas as coisas que me rodeiam
Meu quarto, num piscar de olhos, vira você...
Vem deitar comigo
Vem sonhar comigo
O sonho que eu fiz pra você
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Domingo...

O que me preocupa
não são seus olhos cansados,
a sua voz encardida
ou sua falta de nexo...
O que me preocupa
é o coração escondido
no compasso do seu tempo
que não bate com o meu
Mas deixa a noite passar,
que uma hora o tempo vai
pra gente cansar e descansar
mais uma vez, distraídas
eu em você, perdida
amanhecendo, você em mim.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Despedida
Aquele olhar
Lá de longe
Me chamava...
Mal podia ver seu rosto
Mas a silhueta eu conhecia muito bem
Era ela
No alto da colina
Olhava-me como quem não quer partir
e eu sentia no peito uma pontada medonha.
Queria chorar, mas não havia nem sal nem água.

Minhas pegadas, porém
tinham as letras do nome dela
e eu as acarcava sobre o chão.
Assim ela poderia voltar.
Assim, talvez, ela poderia me encontrar.
Pra aprender...
Vou dar uma de recenseador, sem crachá nem nada. Vou passar de casa em casa perguntando o que a pessoa pensa que a vida é, como ela vai de amores, se ela escreve poemas, qual sua comida predileta...
Eu devia ter feito psicologia.
Agora, me pergunte por quê? Porque gosto de ajudar pessoas? Nem pensar!
A resposta é um pouco mais "exótica" que isso. É que eu sempre quis ser astronauta, mas sei que jamais conseguiria.
Eu gosto daquilo que se descobre, que não se entende, que é mistério.
E descobri que cada pessoa é, sem dúvida, um universo imenso a se explorar.
É deslumbrante!
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